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273 quilómetros de obras para travar 'pontos negros'
Foi o primeiro dia da futura Estrada Nacional 125 (EN-125), que atravessa o Algarve. O primeiro ministro, José Sócrates lançou ontem a concessão Algarve Litoral, que prevê a requalificação daquela via que durante anos foi a mais mortífera do País e reduzir a sinistralidade em 35%. Entre 1998 e 2007 ali perderam a vida 290 pessoas. A tendência negativa aliviou em 2008 mas no primeiro trimestre deste ano, novo alerta: dez mortos, mais dois que no ano anterior.

A requalificação da EN 125, que deverá começar em Maio e estar concluída em três anos, contempla a construção de 64 rotundas para substituir os cruzamentos - os principais pontos negros da via. A intervenção ao longo dos 273 quilómetros da estrada contempla ainda a construção de quatro variantes e vias de serviço para facilitar o acesso a empreendimentos com muita procura (ver infografia).

Na cerimónia que marcou o arranque da concessão Algarve Litoral, em Faro, Sócrates disse que esta é "uma intervenção estratégica, pois representa um investimento na segurança da via". O primeiro-ministro frisou: "Este é um investimento na economia do Algarve, que quer ser uma referência na área turística. Não foi feito há mais tempo, mas será feito agora. Este é o momento porque a economia precisa e esta é a melhor forma de combater a crise."

O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, sublinhou que esta é "uma obra fundamental" para o Algarve. "Temos um novo desafio que é ter obras no terreno em Maio, porque as obras dão emprego a muitas pessoas. São mais de mil trabalhadores e 40 empresas que estão à espera que obra comece", disse. Lino defendeu ainda que o valor investido na Algarve Litoral, 280 milhões de euros, terá um retorno positivo de 129 milhões e a obra deverá estar concluída dentro de três anos.

No final da cerimónia, o ministro garantiu ainda que, enquanto a situação se mantiver, não haverá portagens na A22 (Via do Infante), já que entende que se mantém a premissa de não haver alternativas. "Neste momento a 125 não é uma alternativa à A22. O Governo defende a regra geral de que as auto-estradas devem ser portajadas, mas deve haver uma discriminação positiva", referiu.

O ministro recusou, no entanto, responder se a situação se manteria assim após a conclusão da requalificação da EN-125. "Essa pergunta não faz sentido. Como posso responder ao que se vai passar daqui a cinco, 10, 15 anos", disse o ministro. A Algarve Litoral prevê intervir numa extensão total de 273 quilómetros e representa um investimento de 280 milhões de euros, que irá servir 14 dos 16 concelhos algarvios e mais de 400 mil pessoas. Para além das obras no terreno serão impostas restrições à construção ao longo da via, à afixação de publicidade e ao estacionamento na berma. A nova EN 125 terá ainda zonas de transição à entrada das localidades e regulação dos acessos à via.

fonte: http://dn.sapo.pt

 
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