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Aeródromo complementar a aeroporto de Faro em Loulé

Novo aerodromo em LouléO presidente da Câmara de Loulé Seruca Emídio já entregou no Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) o estudo para um aeródromo complementar ao aeroporto de Faro, que poderá receber 15 por cento do tráfego aéreo. "Entregámos o projecto no INAC e agora vai ser avaliado, com um parecer técnico, que é um passo fundamental para o restante projecto avançar", afirmou o autarca.

Seruca Emídio explicou que Loulé tinha um aeródromo para aeroclubes em Vilamoura, que "foi desactivado quando foi aprovado o projecto Vilamoura XXI, no qual ficou destinada uma verba, atribuída pela Vilamoura Lusotour, para um novo aeródromo".

"Ficou definido que seria junto à (cimenteira) Cimpor e há cerca de cinco anos o Aeroporto de Faro e a Aeroportos de Portugal (ANA) manifestaram o desejo de que esse aeródromo permitisse receber não só os aeroclubes, como a aviação executiva", precisou.

O autarca de Loulé explicou ainda que, "como o aeroporto de Faro não pode crescer, por estar inserido no Parque Natural da Ria Formosa, este aeródromo funcionaria como complemento" da pista da capital algarvia.

"Como Loulé está numa zona central do Algarve, conta com os principais 'resorts' turísticos de luxo e com grande parte dos campos de golfe da região, faz todo o sentido que façamos um projecto que dê resposta às necessidades da região e do país", considerou Seruca Emídio.

O presidente da Câmara de Loulé explicou que os voos executivos que o aeródromo poderá receber "correspondem a 15 por cento do tráfego actual do aeroporto de Faro" actuando num mercado "que tem um crescimento anual de seis por cento".

"Conjugando tudo isto, ninguém põe em causa a importância desta infra-estrutura", afirmou, explicando que "o investimento na fase inicial do projecto, que prevê expropriações de terrenos, é de 35 milhões de euros, mas no final atingirá os 50 milhões".

Seruca Emídio disse ainda que outra face do projecto seria "a construção de uma zona para assistência e reparação de aeronaves" e garantiu que já teve contactos com parceiros privados interessados em investir no aeródromo, sublinhando que "a Câmara não tem vocação para fazer a gestão deste tipo de infra-estruturas".

"Há ainda a vertente da protecção civil e do combate a incêndios, que este aeródromo poderia apoiar, uma vez que o aeroporto de Faro não tem capacidade de a receber. São vários os factores de racionalidade para avançar com o projecto", afirmou, revelando que a "pista teria 1.700 metros".

Seruca Emídio manifestou-se ainda confiante de que o novo aeródromo tem condições para avançar independentemente dos resultados das eleições autárquicas de 11 de Outubro.

"Espero que seja eu a estar na Câmara, mas este é um projecto estruturante para o concelho e a região e acho que pode avançar seja quem for que vier a estar à frente da autarquia", defendeu.
 
 
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