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O Aeroporto Internacional de Faro vai testar, entre Maio e Junho, um novo projecto, pioneiro a nível mundial, de reconhecimento automático de passageiros, através de tecnologias modernas que vão permitir a eliminação dos registos em papel. A prova de conceito e a apresentação do projecto RAPID – Reconhecimento Automático de Passageiros Identificados Documentalmente, integrados no “Sistema Fronteira Electrónica”, realizaram-se hoje, no aeroporto algarvio, na presença do secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, José Magalhães.
Este sistema permite o controlo automatizado de passageiros munidos de passaporte electrónico, através dos dados biométricos, eliminando a necessidade de intervenção humana.
“Em primeiro lugar, o passageiro apresenta o seu passaporte e a unidade autentica o documento. Depois, a pessoa apresenta-se perante uma câmara para a leitura facial, que compara com a foto existente no ‘chip’, abrindo automaticamente as portas”, explicou José Magalhães.
De acordo com Carlos Gonçalves, director-geral adjunto do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), que concebeu o projecto em conjunto com a empresa Vision Box, aquele processo “deve ser inferior a 20 segundos”.
No plano imediato, enquanto este sistema avançado não chega a todos os aeroportos nacionais, nos de Lisboa e Faro opera um sistema misto, que chegará, em breve, ao Porto, Funchal, Ponta Delgada e Angra do Heroísmo.
Com o Sistema de Controlo de Fronteira para Passaportes Electrónicos, os funcionários do SEF controlam de forma automática a identidade do passageiro e autenticidade do passaporte.
O passaporte electrónico começou a ser emitido em Setembro do ano passado: em Inglaterra, o principal país emissor de turistas para o Algarve, já ultrapassa o número de cinco milhões, enquanto em Portugal chega aos 300 mil.
Racionalização e eficiência
O conceito tecnologicamente mais avançado permite “uma forte racionalização e um aumento significativo da eficiência dos meios no controlo da fronteira”, agilizando o trânsito dos passageiros e evitando as filas de espera.
“Através das tecnologias modernas, simplifica-se a passagem das fronteiras sem deixar de garantir patamares elevados de qualidade e segurança”, frisou o secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna.
“Estamos a falar não só de mais um factor que contribui para a competitividade do País em termos turísticos como honramos as nossas responsabilidades de país seguro”, sublinhou José Magalhães, numa ideia reforçada pelo presidente do Instituto de Turismo de Portugal, Luís Patrão, também presente na iniciativa.
O voo de teste realizado hoje, com chegada ao aeroporto algarvio, juntou vários operadores turísticos ingleses, para os quais o secretário de Estado fez uma exposição detalhada.
Dez unidades vão ser instaladas no Aeroporto de Faro, em Maio, e até ao final de Junho decorre um período de avaliação assegurado por especialistas e investigadores da Universidade do Algarve.
Segundo José Magalhães, depois da fase de testes, o sistema sem intervenção humana deverá começar a ser utilizado aquando do início da presidência portuguesa da Comissão Europeia, que arranca em Julho.
O projecto – que tem todas as condições para ser alvo de exportação, sustentaram os diversos responsáveis – representa um custo a rondar os quatro milhões de euros, ainda nesta fase inicial.
fonte: região sul
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