|
O Algarve tem este ano 10 milhões de euros para investir no Turismo, seis milhões para promoção externa e quatro para promoção interna. Privados “abriram cordões à bolsa”, para reduzir "rombo" na ATA. O Algarve vai dispor, este ano, de 10 milhões de euros para a promoção turística, repartidos por promoção externa e interna.
Ao todo, o investimento interno rondará os 4 milhões de euros, suportados pela Região de Turismo do Algarve (RTA), ao passo que o investimento no estrangeiro, a cargo da Associação de Turismo do Algarve (ATA) estará próximo dos 6 milhões, ainda assim inferior em 2 milhões ao ano anterior. Em conferência de imprensa ontem em Lisboa, o presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), Hélder Martins, explicou este decréscimo com o facto de a contribuição conseguida junto do sector privado não ter ido além de um milhão de euros, valor exclusivamente destinado à promoção. Apesar disso, foi conseguido “à última hora” um aumento nos fundos dos privados, na ordem dos 350 mil euros, que permitiu à ATA incrementar o orçamento até aqui previsível de 4 milhões de euros para os actuais 6 milhões. A esta verba acrescem cerca de 450 mil euros de custos de funcionamento da ATA, adiantou ao Observatório do Algarve Hélder Martins. "Na prática, vamos perder cerca de 350 mil euros dos privados, porque o dinheiro que estava destinado ao Algarve +e praticamente o mesmo. Se não formos nós a investi-lo, será o Instituto de Turismo de Portugal, por conta do Algarve", acrescentou Hélder Martins. Recorde-se que o financiamento da ATA assenta numa parceria pública e privada: por cada euro dos privados, existe um euro da RTA e quatro do Instituto de Turismo de Portugal. Este ano, cabem assim à Associação de Turismo do Algarve seis milhões de euros para gastar em acções de promoção "pura e dura", menos cerca de dois milhões de euros que em 2006 (oito milhões de euros), afirmou Hélder Martins, referindo que para obter os oito milhões de euros os privados teriam de contribuir com 1,350 milhões, o que não aconteceu. No entanto, o presidente da RTA desvalorizou a diferença, congratulando-se com o facto de, até Novembro de 2006, o Algarve ter alcançado um lucro de 506 milhões de euros, com seis milhões de turistas e 30 milhões de dormidas. Quanto às previsões para 2007, Hélder Martins apontou uma subida de três por cento no tráfego do aeroporto de Faro, um aumento de 3,2 por cento nas taxas de ocupação, de 3,1 por cento no volume de vendas e de sete por cento do número das voltas de golfe. No âmbito da promoção interna, 50 por cento do orçamento para 2007 será canalizado para o "sol e praia", concluiu. fonte: observatorio do algarve |