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O projecto “Biodiesalgarve” está a ser estruturado desde Março deste ano e consiste na recuperação dos Óleos Alimentares Usados (OAU) na região algarvia, transformando-os em biodiesel – um biocombustível substituto do gasóleo tradicional com enormes vantagens tanto em termos económicos como essencialmente ambientais. Os OAU são produzidos através das vulgares frituras tanto nos restaurantes e hotéis como a nível doméstico. A maior parte dos OAU dos restaurantes estão a ser recolhidos por empresas que os enviam para o Norte de Portugal para serem transformados em biodiesel.
Já os OAU de origem doméstica estão a tornar-se uma dor de cabeça ambiental pois, nenhuns são recolhidos e o seu destino é os aterros sanitários, para onde são encaminhados através do lixo, ou as ETAR’s e mais tarde os rios e o mar quando são deitados fora através dos esgotos. Segundo comunicado da Almargem, “o “Biodiesalgarve” vai possibilitar que estes resíduos deixem de ser um problema para a região e passem a constituir uma nova oportunidade do Algarve se tornar uma região mais amiga do ambiente com todos as vantagens positivas que isso se traduz no seu desenvolvimento sócio-económico”. O projecto pretende efectuar a recolha dos OAU algarvios e produzir na própria região biocombustível, “permitindo um corte substancial nas despesas dos detentores de frotas movidas a gasóleo, nomeadamente as câmaras e outras entidades públicas”, refere o comunicado. O biodiesel é um contributo para a redução dos Gases com Efeitos de Estufa, responsáveis pelo Aquecimento Global e das consequentes Alterações Climáticas. Além da Almargem, são parceiros do projecto a AMAL, a Águas do Algarve, a ALGAR, a Universidade do Algarve, a Agência de Energia AREAL e as Câmaras Municipais da região para que, em conjunto, se constitua uma candidatura a Fundos Comunitários. fonte: Observatório do Algarve |