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O desemprego no Algarve desceu quase 10 por cento em Abril deste ano em relação ao mesmo período de 2006, sendo que há 18 meses que a taxa de desemprego baixa consecutivamente. Em Abril deste ano estavam inscritos no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) do Algarve 12.347 desempregados, valores indicativos de uma descida do de "9,6 por cento em relação ao ano passado", disse a delegada do IEFP do Algarve, Isilda Gomes, durante a cerimónia de abertura de um seminário sobre o mundo laboral.
O seminário, intitulado "Mercado de Trabalho no Século XXI - Flexisegurança e Estratégia Europeia de Emprego", está a decorrer esta tarde na cidade algarvia de Faro.
Apesar de, "há 18 meses consecutivos, o desemprego no Algarve estar a baixar", Isilda Gomes lembra que a região tem um "problema entre mãos" que é o emprego sazonal, ou seja, muitos dos trabalhadores celebram contratos a prazo de seis meses - entre Abril e Setembro - e depois vão seis meses para o desemprego.
Isilda Gomes referiu ainda que praticamente metade dos desempregados algarvios - 42 por cento - tem entre 31 e 49 anos de idade, e que a maioria são empregados com trabalhos sazonais.
Catorze por cento dos desempregados algarvios são oriundos do estrangeiro - da Ucrânia e Brasil - e 1,9 por cento são professores (231 professores), acrescentou a responsável pelo IEFP do Algarve.
Dos desempregados inscritos no Algarve, 48 por cento apresentam apenas entre quatro a seis anos de escolaridade e 792 pessoas têm menos de quatro anos de escolaridade, uma falha de qualificações que dificulta a entrada no mundo do trabalho e no ajustamento da formação, observou Isilda Gomes.
Para combater o desemprego e a especificidade do emprego sazonal provocado pelo turismo, Isilda Gomes acrescentou que o IEFP assinou um protocolo com a Junta Metropolitana do Algarve, organismo que congrega os 16 municípios algarvios.
O objectivo do protocolo é que cada autarca se comprometa a informar sobre que estruturas e postos de trabalho vão abrir nos concelhos algarvios nos próximos anos para se projectar formação em função desses empreendimentos.
fonte: Observatorio do Algarve
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