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Após vários golpes de teatro registados ao longo das quinze etapas que constituíam a maior prova de todo-o-terreno do mundo, em que foram percorridos cerca de 8.000 quilómetros, dos quais cerca de 4.200 quilómetros foram em especiais, nas motos o vencedor foi o piloto francês Cyril Despres aos comandos da sua KTM, que beneficiou, sem desprestígio para si e para os outros pilotos, do abandono do espanhol Marc Coma, que dominou a prova até à etapa número 13, onde caiu e foi forçado a abandonar.
A acompanhar Despres no pódio, estiveram o também francês David Casteu e o norte-americano Chris Blais, que tripularam motos KTM, e que ficaram, respectivamente, a 34m19s e 52m06s do vencedor. Falando dos portugueses, sem esquecer o piloto algarvio Ruben Faria que começou por dominar nas duas rodas mas foi forçado a abandonar na 8.ª etapa após uma violenta queda que danificou a sua moto, o melhor dos resistentes foi Helder Rodrigues que aos comandos da sua Yamaha venceu duas especiais (2.ª e 10.ª), concluiu a mítica prova num excelente 5.º lugar e triunfou na categoria Superprodução – 251 a 450 centímetros cúbicos. Paulo Gonçalves (Honda 450 CRF X), começou a prova entrando no top quarenta e foi subindo até ao 14.ª lugar, na 7.ª etapa, depois, devido a problemas foi forçado a descer e a encetar uma nova recuperação, terminou o Dakar na 23.ª posição, para a qual contribuiu e muito o 2.º lugar à geral alcançado na 12.ª etapa. Nuno Mateus levou cores do Algarve até Dakar Companheiro de equipa de Ruben Faria e Ricardo Pina na Algarve Spedakar Team, Nuno Mateus (KTM 660 Rally), último dos resistentes algarvios, apesar do dedo mindinho da mão direita bastante magoado a partir da 6.ª etapa, fez uma prova regular e consistente. Como prémio terminou o Dakar 2007 no 32.º lugar da geral e em 6.º na Categoria Produção – mais de 451 centímetros cúbicos. Carlos Ala (KTM) e Bianchi Prata /Yamaha) foram os últimos dos resistentes lusos, terminaram na 74.ª e 103.ª posições, respectivamente. Uma palavra ainda para o piloto algarvio Ricardo Pina que, após uma queda na 3.ª etapa, em que fracturou um pulso, foi forçado a abandonar quando ocupava a 71.ª posição da geral. Volkswagen foi a grande derrotada Nos autos, após domínio completo da Volkswagen, em que o português Carlos Sousa começou por dar o mote, a vitória final acabou nas mãos do francês Stephane Peterhansel ao serviço da Mitsubishi, que, não venceu qualquer especial neste Dakar 2007. Sem hipótese de lutar pela vitória, por decisão da equipa dos três diamantes, Luc Alphand teve que se contentar com o 2.º lugar, ficando na frente da “velha raposa do deserto” Jean-Louis Schlesser (Schlesser Original). Carlos Sousa, depois do trambolhão na tabela classificativa à 7.ª etapa, em que desceu até ao 9.º posto, subiu e terminou o Euromilhões Lisboa-Dakar na 7.ª posição, um resultado que ficou aquém das expectativas. Grandes derrotados neste Dakar, pode dizer-se que foram a Volkswagen e os seus pilotos - Carlos Sainz e Ginil De Villiers. “El Matador” venceu 5 especiais, foi 2.º em duas e 3.º em três, mas ainda não foi desta que o triunfo na prova lhe sorriu, teve que se contentar com o 9.º lugar final. De Villiers, venceu 4 especiais, foi 2.º em duas e 3.º em outras duas, no final ficou a ocupar o 11.º posto. Voltando aos pilotos lusos, a dupla Miguel Barbosa / Miguel Ramalho (Proto) teve uma prova de oscilações, chegou a ocupar o 15.º posto da geral por duas vezes, após a 2.ª e a 7.ª etapas, mas, no final, a sua classificação saldou-se pelo 24.º posto. Mantendo-se sensivelmente a meio da tabela, a dupla Francisco Inocêncio / Paulo Fiúza (Mitsubishi Pajero DID V60), terminou no 44.º posto final. Já Nuno Ferreira / Nascimento Costa (Bowler Wildcat 200) chegaram a Dakar na 62.ª posição. Ricardo Leal dos Santos (Mitsubishi Pajero DID), que cumpriu a grande maratona a solo, terminou no 70.º lugar. Autores de uma prova em crescente na tabela classificativa, Nuno Inocêncio / Jaime Santos (Mitsubishi Pajero DID V60), terminaram no 76.º posição, Paulo Marques / Rui Benedi (Toyota) foram os 80.ºs. Quanto às duplas Luís Ferreira / Pedro Sereno (Land-Rover Defender 110) e Mário Ferreira / Carlos Sousa (Toyota Land Cruiser), concluíram o sonho, desta feita na 100.ª e 106.ª posições finais. Nos camiões, depois do domínio avassalador do russo Vladimir Chagin e seus pares (Kamaz) até à 5.ª etapa, onde um erro crasso deitou todas as aspirações de voltar a vencer (pela 6.ª vez) a mítica prova, a liderança passou para as mãos da tripla holandesa Hans Stacey / Charly Gotlib / Bernard Der Kinderen (MAN) que terminou o Dakar com uma vantagem superior a 3 horas sobe os russos Ilgizar Mardeev / Aydar Belyaev / Eduard Nikolaev (Kamaz). No degrau mais baixo do pódio, a 4h45m30s, terminou a dupla checa Ales Loprais / Petr Gilar aos comandos de um Tatra. No que à equipa lusa presente nesta categoria diz respeito, Elisabete Jacinto / Álvaro Velhinho / Rui Porêlo (MAN M2000) foram subindo na tabela e concluíram a prova num excelente 21.º lugar. Número de vítimas mortais aumentou para 51 Em suma, dos 510 concorrentes que foram autorizados a partir para a 29.ª edição do Euromilhões Lisboa-Dakar, 245 motos, 180 carros e 85 camiões, apenas 132 motos, 109 carros e 59 camiões chegaram ao Lago Rosa classificados, o que prova a dureza da mítica maratona que, infelizmente foi fatídica para mais dois pilotos de moto - o sul-africano Elmer Symons, com 29 anos de idade, vítima de queda na 4.ª etapa e, o francês Eric Aubijoux, com 43 anos de idade, que faleceu na ligação após a especial da 14.ª etapa, vitima de paragem cardíaca - aumentado para 51 o número de mortes registadas no Dakar. Terminou a “grande aventura”, para o ano, novamente com partida da capital portuguesa e passagem pelo Algarve, cuja cidade anfitriã é Portimão, cumprir-se-á a 30.ª edição da maior prova de todo-o-terreno do mundo. source: região sul |