|
Iniciativa no centro interpretativo das ruínas megalíticas pretende iniciar os jovens na arqueologia. As manhãs no Centro Interpretativo de Alcalar vão ser dedicadas à arqueologia com o objectivo de iniciar jovens das escolas secundárias naquela ciência. A demonstração de técnicas, práticas e processos aplicados directamente nos monumentos pré-históricos de Alcalar faz parte da iniciativa.
Os interessados em participar nas Férias Arqueológicas deverão realizar a inscrição até ao dia 10 de Julho no Museu de Portimão. As inscrições são limitadas a 12 pessoas por grupo.
A iniciativa é da Câmara Municipal de Portimão, dinamizada pelo Museu Municipal em parceria com o Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) e a colaboração da Associação Arqueológica do Algarve.
Integra ainda o projecto “Alcalar–Promoção dos Monumentos Megalíticos e da Paisagem Cultural”, para a valorização e animação daquele importante núcleo patrimonial e arqueológico que conta com o apoio do Programa Operacional da Cultura.
Ruínas Megalíticas de Alcalar
No III milénio a.C., o território que se estende para Norte da Ria de Alvor até ao sopé da Serra de Monchique tinha como lugar central um povoado com mais de 10 hectares, situado no término montante do troço outrora navegável da Ribeira da Torre e estendendo-se sobre um cabeço destacado, junto ao lugar de Alcalar, a cerca de 5 Km da Mexilhoeira Grande, em pleno Barrocal Algarvio.
Em torno desse povoado situavam-se outros núcleos habitacionais periféricos e, aglomerados sobre as pequenas elevações circundantes, foram edificados diversos túmulos megalíticos, constituindo uma necrópole com cerca de dúzia e meia de sepulcros agrupada em vários núcleos sepulcrais e revelando uma grande diversidade de soluções arquitectónicas.
O monumento a que se atribuiu o número 7, o mais bem conservado da necrópole e onde têm decorrido trabalhos de conservação e restauro, é um templo funerário edificado no III milénio a .C. constituído por um cairn, mamoa de pedras que envolve um tholos, construção com corredor e cripta coberta em falsa cúpula.
A mamoa é contida por um murete em alvenaria de xisto, que se prolonga sobre o enchimento pétreo numa calçada periférica. Com planta circular, o edifício atinge um diâmetro de quase 27m, com uma fachada rectilínea, voltada a nascente, em cujo centro se abre a única entrada no edifício monumental.
A partir daí, o acesso à cripta fazia-se por um estreito e comprido corredor coberto por grandes lajes de calcário e orientado ao sol nascente. Num claro dispositivo de inibição do acesso à cripta, esta passagem foi segmentada em troços cada vez mais estreitos, demarcados por ombreiras monolíticas e por soleiras em cutelo. A cripta ocupa o centro geométrico do túmulo e o seu pavimento foi revestido por um lajeado de calcário.
Tendo em vista a valorização dos monumentos, foram efectuadas escavações arqueológicas, nomeadamente, no Monumento 7, cuja consolidação e restauro se encontram em fase de concurso, e prospecções, por métodos geofísicos, no Monumento 15. Está prevista a construção de um Centro Interpretativo e de Acolhimento, assim como a colocação de sinalética explicativa. Encontra-se em preparação a edição de material de apoio ao visitante.
fonte: Observatorio do Algarve
|