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A zona entre a chamada Praia dos Estudantes a Oeste do porto comercial
de Faro e a Estação ferroviária da CP, a Leste ,será objecto de um
mini-polis da responsabilidade única da autarquia de Faro que já
encomendou um plano estratégico à sociedade Parque Expo, a concluir
daqui a seis meses, garantiu hoje o autarca farense.
José Apolinário justifica o facto de o sector em apreço “dado o seu
potencial, poder ser rentabilizado e não necessitar da alavanca dos
dinheiros públicos”, como acontece com o Polis Ria Formosa, sociedade
de capitais integralmente públicos em que, dos 22,5 milhões de euros, o
Estado investe 63%, a autarquia de Faro 14%, a de Olhão 11%, enquanto
Tavira e Loulé investem, nove e três por cento, respectivamente.
Assim, as intervenções junto à ria, na zona central e nascente da
cidade de Faro, anexas ao cais comercial da cidade, não constam do
Polis, mas “serão objecto de uma intervenção integrada, a cargo de
privados”.
Primeiras adjudicações do Polis já este ano
Apolinário esclareceu esta questão quando questionado pelo Observatório do Algarve
sobre se as áreas de domínio público marítimo nas imediações dos portos
e que estão sob a gestão do Instituto Portuário e dos Transportes
Marítimos IPTM seriam ou não objecto de requalificação.
Já a presidente do Polis da Ria Formosa Valentina Calixto, funções
que acumula com as de directora regional da recém-criada Administração
dos Recursos Hídricos do Algarve (ARHA), sustentou que “não vai haver
intervenção nos portos, mas serão abrangidas as zonas envolventes”.
Entretanto, já há adjudicações de projectos e de intervenções no
âmbito do novo Polis da Ria Formosa (Algarve) que terão lugar ainda
este ano e contemplam um orçamento de 2,7 milhões de euros.
Em conferência de Imprensa, a presidente da Administração do Polis
Litoral Ria Formosa, Valentina Calixto, revelou que até 31 de Dezembro
terão início as empreitadas de requalificação da marginal de Cabanas de
Tavira, as obras de reabilitação do centro de educação ambiental da
Quinta do Marim e o levantamento e remoção de resíduos na Ria.
A par das adjudicações de obras, serão lançadas adjudicações de
planos, como o que se refere ao ordenamento da circulação na Ria, o
plano de pormenor para a Praia de Faro, os projectos de intervenção nas
ilhas-barreira e o percurso pedonal e de lazer do Lacém-Manta Rota.
O Polis da Ria Formosa prevê intervenções em 48 quilómetros de
frente costeira e 57 de área lagunar e abrange cinco concelhos
algarvios: Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António.
O período da discussão pública a que a Lei obriga neste tipo de
intervenções vai realizar-se “com os interessados de cada caso concreto
e as entidades e moradores poderão acompanhar o processo” sublinhou
Valentina Calixto.
Recorde-se que o processo de demolições nas ilhas barreiras está
agora inserido nas obras de requalificação deste programa “ que
respeita a estratégia do POOC Vilamoura/Vila Real de Santo António e do
Plano de Ordenamento da ria Formosa”, disse Valentina Calixto.
O Polis é um plano estratégico de valorização e requalificação da
Ria Formosa que envolve investimentos na ordem dos 87,5 milhões de
euros, a aplicar entre 2008 e 2012, período em que as competências dos
diversos organismos e entidades é transferida para a sociedade.
O presidente da câmara de Faro, José Apolinário – que pertence à
actual administração -, garantiu que o Polis “não é imobilista, para
ficar tudo na mesma”, e “vai mesmo mudar a face da Ria".
fonte: http://www.algarveobserver.com
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