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Desde quarta-feira que há fogões e esquentadores abastecidos com gás natural em Faro, em número não precisado, e a empresa concessionária do gás natural para o Algarve prevê que até fins de 2008 sejam abastecidos cerca de 750 clientes domésticos, 50 terciários e algumas indústrias. O bairro do Bom João é o estreante desta forma de energia na capital do Algarve, uma vez que se situa próximo do cais comercial, onde a tubagem chega à cidade, a partir de Olhão.
De acordo com o departamento de comunicação da Galp Energia, já foram angariados 165 terciários, 300 clientes domésticos e mais 280 potenciais clientes, que ainda não assinaram contrato. A empresa prevê para os próximos meses a assinatura de contratos que permitam o abastecimento do Hospital de Faro, piscinas municipais, Universidade, Escola de Hotelaria e Turismo e vários hotéis. A chegada a Faro da energia fóssil mais limpa do planeta é possível graças ao aumento da capacidade da central onde está instalada a Unidade Autónoma de Gaseificação (UAG), em Olhão. Ali será instalada uma nova unidade e a partir da qual o gás segue para a cidade vizinha através de tubagem subterrânea, uma obra que, só por si, representou um investimento de 410 mil euros, comparticipados a 50 por cento por fundos comunitários. Além de Olhão, o Algarve tem uma central UAG em Portimão, que serve aquela cidade, Alvor e Praia da Rocha desde Novembro de 1994. As centrais são abastecidas através de camiões provenientes de Sines, onde está instalado um terminal do gasoduto europeu abastecido a partir das reservas da Argélia (que abastecem 60 por cento das necessidades dos lares e empresas portugueses) e onde, por outro lado, chegam os restantes 40 por cento, da Nigéria, através de navios. Olhão foi a primeira cidade algarvia servida por aquele combustível e a chegada tardia a Faro deve-se à dificuldade em encontrar um terreno no concelho para a instalação da UAG, pelo que houve que recorrer à central de Olhão, disse ao Observatório do Algarve o director regional da Economia, Mendonça Pinto. Segundo o mesmo responsável, estão previstos um total de 33 quilómetros de tubagens na capital algarvia, num investimento que ronda os 680 mil euros. As obras iniciaram-se no bairro do Bom João e continuam em rede, através de quatro frentes de trabalho, prosseguindo “enquanto existirem potenciais clientes para abastecer”, de acordo com a Galp Energia. Além da instalação de redes em tubo um pouco por toda a cidade – como é visível nos últimos meses para os habitantes de Faro -, a chegada do gás implica também a reconversão dos prédios e edifícios em que será instalado. Em algumas zonas da cidade, a abertura de buracos para as tubagens de gás foi aproveitada para a instalação de fibra óptica, que ligará várias instituições a nível regional, ao abrigo do projecto Globalgarve. fonte: Algarve Observer |