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O travo adocicado dado pela alcalinidade da Água de Monchique e a
riqueza em sais minerais que ajuda a reforçar as defesas da saúde
conquistaram a República da China, Macau, Singapura e Hong Kong, que
absorvem 30 por cento da produção da água algarvia. O culto da "mente sã em corpo são" dos orientais, particularmente do
povo chinês, leva-os a ter cuidados especiais sobre a água que ingerem.
A água destilada, que os ocidentais utilizam nos depósitos dos ferros
de engomar a roupa, é a mais consumida na Ásia, mas do que os orientais
apreciam mesmo é de uma água-gourmet (bebida de degustação) como a de
Monchique. "O cidadão oriental é mais esclarecido do que o consumidor
português ou europeu sobre os benefícios da água na saúde e valorizam a
diferença entre uma água mineral, uma água de nascente e uma água
destilada", conta à Lusa António Pinheiro, director-geral da Sociedade
da Água de Monchique, uma concessão do Estado português à Fundação
Oriente por 90 anos. Na República da China, por exemplo, 90 por cento
da água que têm no mercado é água destilada, mas o povo aprecia águas
minerais e embora a marca líder na Ásia seja a francesa "Evian", a água
nascida na Serra de Monchique entrou há dois anos no mercado oriental e
está a importar 30 por cento do volume de produção da água algarvia.
A
água é recolhida e engarrafada na Fábrica das Águas, em Monchique,
segue de camião para o porto marítimo de Lisboa e da capital portuguesa
viaja de barco cerca de um mês até chegar aos destinos asiáticos,
revela António Pinheiro. Depois de algumas contas de cabeça, o
administrador admite que nos últimos meses, Macau, Singapura, China e
Hong Kong já terão bebido cerca de "quatro milhões de litros de água de
Monchique", um produto que cumpre "todas as regras do Oriente" e que
são ainda mais rígidas do que na União Europeia. A qualidade da água de
Monchique é garantida no laboratório interno da unidade fabril,
considerado um dos melhores laboratórios da indústria da água em
Portugal, tendo mesmo já feito as análises da água para a rede pública,
recorda, orgulhoso, Luís Miranda, director operacional da marca de água
mineral natural "Monchique".
De hora a hora verifica-se a qualidade da
água. Se houver uma contaminação conseguimos identificar onde e não sai
para o mercado. O controlo das águas é muito rigoroso", garante Élia
Pereira, 34 anos, engenheira industrial. A riqueza em bicarbonatos, que
lhe confere uma elevada alcalinidade e sabor doce, mas também o
sulfato, fluoreto, cloreto, nitrato, cálcio, magnésio, sódio e potássio
são as características da água de Monchique, que a elevam ao patamar de
uma bebida de degustação a concorrer no mesmo segmento das principais
águas premium como a "Voss" da Noruega, considerada a água mais pura do
mundo e que vem de um aquífero natural e puro, ou da japonesa "Fine".
Segundo Belmiro Couto, chanceler da Confraria da Água em Portugal, a
água de Monchique, pelas suas características únicas, tem condições
para figurar ao lado das melhores águas gastronómicas do mundo. Só
existem três Confrarias da Água em todo o mundo: uma em Portugal, outra
em França e em Espanha. A água de Monchique, património hidrológico
português, é uma água mineral, ou seja, é oriunda de águas subterrâneas
originárias das águas de superfície que se infiltraram através do solo
e logo atingiram maiores profundidades.
A infiltração maior impregna na
água condições físico-químicas especiais, como uma maior dissolução de
sais minerais, maior temperatura e pH alcalino, como acontece com a de
Monchique, cujo PH - 9,52 - é de elevada alcalinidade
fonte: http://www.jornaldoalgarve.pt
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