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Hollywood portuguesa vai gerar milhões
Hollywood portuguesa vai gerar milhões |
As onze produções cinematográficas norte-americanas que o projecto Picture Portugal já garantiu deverão gerar uma receita fiscal de 1.200 milhões de euros e envolver mais de mil postos de trabalho, estimam os promotores do projecto. Em declarações à agência Lusa, Artur Curado, produtor de cinema e um dos cinco consultores internacionais que acompanham o projecto Picture Portugal, disse que “estas produções envolvem mais de um milhar de postos de trabalho directos na produção dos filmes”.“Este lote de produções, num cenário pessimista, tem um potencial de lucros de 300 milhões de euros e de 1.500 milhões de euros de receitas”, disse ainda, para evidenciar o peso do sector que a empresa municipal pretende atrair para Portimão. Os estudos já realizados indicam que, no mesmo período, com uma produção máxima de 15 produções de média e grande dimensão em Portugal por ano, o Estado Português obtenha receitas fiscais directas de 1.200 milhões de euros. Artur Curado não tem dúvidas de que, com estas produções e com o projecto que está a ser preparado, a indústria cinematográfica em Portugal vai entrar numa “revolução”. “Vai exigir o reajustamento de diversas empresas portuguesas de audiovisual, mas não tenho dúvidas de que, em cinco anos, vão instalar-se em Portimão entre 50 e 100 novas empresas para servir esta indústria”, antevê. “Cada filme é uma empresa sediada em Portugal, que exporta e vende direitos desses filme e que, como tal, paga impostos em Portugal”, observou ainda. Os impactos da “revolução” no sector estendem-se ainda ao mercado artístico, nomeadamente na formação de novos recursos, uma vez que “95 por cento dos actores contratados para estes filmes serão portugueses”, fez notar. Esta semana o presidente da Câmara de Portimão, Manuel da Luz, anunciou que vai pedir ao Governo incentivos fiscais para "atrair indústrias de ponta, novas tecnologias, que consigam dinamizar o tecido económico e tenham repercussão do ponto de vista económico-financeiro". "Gostaria de entregar ao ministro da Economia um dossier que pedi à Algarve Film Comission para elaborar onde esta questão é retratada e será facultado ao governo um conjunto de dados que tem a ver com a importância e o impacto deste tipo de iniciativas, a que lhe falta a questão financeira em termos fiscais", defendeu. Manuel da Luz frisou que estes projectos representam a criação de emprego "e emprego não sazonal, não ligado à actividade turística directa, e isso merece ser sublinhado". Fora do sector, é a hotelaria quem mais terá que se adaptar à particularidade deste segmento no Algarve. O presidente da Portimão Turis, Luís Carito, disse à agência Lusa que as equipas de produção norte-americanas “são muito exigentes e gostam de hotéis de cinco estrelas de topo, o que faz falta no Algarve”. Enquanto não se materializam as diversas intenções de construção de novas unidades, são os actuais que tentam adaptar-se. No recém-reconstruído Hotel da Rocha, por exemplo, “tem sido um desafio receber personalidades como Anthony Waye, produtor da saga 007”, admitiu à Lusa o presidente do RR Grupo, Fernando Rocha. “É bom que tenhamos pessoas com esta exigência, obriga-nos a ser melhores, a nivelar o serviço para um tipo de clientes de topo”, disse. |
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