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O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, afirmou hoje em Moscovo que vão estar disponíveis em fases diferentes do próximo Verão 50 meios aéreos para o combate a incêndios florestais, número que disse ser o maior de sempre. As afirmações de Rui Pereira foram feitas na apresentação do helicóptero pesado Kamov-32 - modelo de que o Estado Português adquiriu seis unidades -, no aeroporto de Ramenskoe, a cerca de 100 quilómetros de Moscovo, numa sessão em que esteve presente o primeiro-ministro, José Sócrates.
Na sessão, foi apenas mostrado à comitiva portuguesa o helicóptero de testes que está a servir para treino dos 14 pilotos portugueses em estágio na Rússia (oito do exército e seis civis), mas os seis aparelhos Kamov que chegarão em breve a Portugal terão a cor amarela, com uma lista laranja.
Numa breve intervenção, o novo ministro da Administração Interna elogiou o trabalho do seu antecessor na pasta, António Costa, agora candidato pelo PS a presidente da Câmara de Lisboa.
Rui Pereira garantiu que Portugal "terá 50 meios aéreos para o combate a incêndios florestais - o maior número de sempre". "Optou-se por celebrar contratos plurianuais, entre dois e três anos, para alugar meios aéreos.
Além dos contratos de aluguer, tendo em conta a importância destes meios, também adquirimos dez helicópteros (seis pesados e quatro ligeiros) por razões de racionalidade económica e para não dependermos de terceiros", justificou o titular da pasta da Administração Interna.
Segundo Rui Pereira, os seis helicópteros Kamov "já provaram em várias partes do mundo a sua eficácia no combate aos incêndios".
"A Empresa de Meios Aéreos (EMA) vai também ter um papel importante em relação á gestão da frota de meios próprios que o Estado Português terá para combater os incêndios", acrescentou.
Em relação ao calendário para o começo das operações com os novos helicópteros, o titular da pasta da Administração Interna adiantou que, "para se precaver qualquer percalço em termos de prazos, em casos de atrasos ou incumprimento, haverá a possibilidade de se alugar por um mês, por ajuste directo, meios de substituição".
O ministro referia-se à decisão, conhecida sexta-feira, de fazer um ajuste directo, em 24 horas, para aluguer de helicópteros, uma vez que o fornecedor contratado manifestou indisponibilidade para fazer a entrega a tempo das unidades.
"Vamos ter seis helicópteros pesados e quatro ligeiros a somar aos 40 que vamos alugar. Nunca houve tantos meios para combater os incêndios", frisou o ministro da Administração Interna. No entanto, Rui Pereira referiu que a ambição do Governo "será sempre ter mais meios". "Nunca antes houve tanta programação plurianual em termos de meios aéreos e um esforço tão grande como o que o Estado Português está a fazer".
fonte: Observatorio do Algarve |