Loulé na calha para receber IKEA |
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O gigante sueco quer abrir a Sul, a maior loja da Península Ibérica. Implantação depende de Plano de Urbanização, no Algarve ou em Huelva.O grupo sueco IKEA está a pensar em construir uma loja no Algarve e o alvo é o concelho de Loulé, avança o jornal Correio da Manhã. O autarca manteve já reuniões com os responsáveis portugueses e europeus do grupo sueco.
Estima-se que o investimento poderá rondar os 200 milhões de euros, cifra que está, no entanto, "dependente dos valores dos terrenos a transaccionar e das contrapartidas que a autarquia poderá solicitar, em termos de infra-estruturas", soube ainda o Observatório do Algarve. Já a criação de postos de trabalho, estes poderão atingir os três mil, desde que contabilizados os empregos directos e indirectos. Seruca Emídeo lembra ao Observatório do Algarve que o concelho tem sido criterioso na escolha de grandes superfícies, mas admite que a IKEA é especial: “É uma proposta como muitas outras do género que se têm feito, mas esta loja é diferenciadora, não é uma grande superfície normal”. O presidente da câmara garante no entanto que, "até ao momento, não está nada definido, muito menos o local, apenas foi feita a abordagem" e lembra que Loulé foi escolhido “pelos acessos e pela localização geográfica”. Entretanto, uma fonte técnica da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) confirmou ao Observatório do Algarve que "este tipo de equipamento, qualquer que seja a sua localização, deverá ser equacionado no âmbito do Plano de Urbanização de Loulé e sujeito a Plano de Pormenor". "A cidade não tem menos importância do que uma superfície comercial, por maior que ela seja", disse a mesma fonte. Outra questão a equacionar é a das acessibilidades, com o nó de Loulé/Sul, na via do Infante, a escoar todo o trânsito de entrada na região vindo da A2. Acresce o acesso ao aeroporto, ao Parque das Cidades e ao futuro Hospital Central. "É a principal porta de entrada da região", recorda a mesma fonte. Andaluzia também quer cumprimento dos Planos A opção anunciada pelo matutino lisboeta de o grupo sueco estar a estudar outra opção em Espanha - na zona de Huelva - com a intenção de diminuir o espaço entre as lojas ibéricas de Sevilha e Alfragide, esbarra com legislação semelhante, em termos de ordenamento, por parte da Região Autónoma da Andaluzia. As disposições finais do Plan Ordenación del Territorio de Andalucia em vigor, determinam que “a localização das grandes superfícies comerciais, turísticas e industriais que não estejam expressamente previstas no Planeamento Urbanistico regional e subregional, são da exclusiva competênciada Junta Regional da Andaluzia" através da La Consejería de Obras Públicas y Transportes. Recorde-se ainda que a lei de solos espanhola é mais restritiva do que a portuguesa, designadamente na transformação da utilização de solos de agrícolas para urbanizáveis, prevendo pesadas multas ou até a expropriação para os proprietários que não explorem a terra, de forma a evitar usos especulativos. Projectos da natureza do IKEA terão assim de ser previamente analisados pela Empresa Pública de Solos da Andaluzia EPSA, cujas competências em matéria urbanística e de política de solos “permite uma intervenção no mercado, além da execução do planeamento para cumprimento das políticas sectoriais da Comunidade Autónoma da Andaluzia”. Entretanto, a Comissão Provincial de Ordenamento do Território e Urbanismo de Huleva, presidida por Manuel Afonso Jimenez (delegado do governo andaluz em Huelva), aprovou em Julho de 2008 a revisão de diversos instrumentos de planeamento da provincia de Huelva, ”conformes com a aposta da Junta da Andaluzia num desenvolvimento urbano sustentável”. Qualquer alteração a estes planos, já ratificados, terá agora, “por imposição da lei geral do palneamento” de ser decidida a nível do governo regional. |
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