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A Secretaria de Estado dos Transportes anunciou, no início da semana, que está para breve, talvez ainda esta semana, a assinatura do contrato para a execução das obras de dragagens dentro do porto de Portimão. Manuel da Luz, presidente da Câmara Municipal de Portimão, está “satisfeito” mas aguarda que “a obra comece o mais rápido possível”.
O autarca salientou ao Observatório do Algarve que há cerca de um ano que a situação se arrasta e “apenas agora o Ministério das Finanças desbloqueou a verba para a obra avançar”.
A concretização das dragagens vai permitir à cidade aumentar “dez vezes a capacidade de receber turistas de cruzeiros”, o que “reforça a ideia de promover Portimão como destino turístico”, diz Manuel da Luz.
As obras permitem que estejam reunidas as condições para aumentar o número de escalas de navios de grande dimensão. Até à data, os navios não podem entrar no Porto, ficando ao largo, o que torna necessária a utilização de barcos de apoio para trazer os passageiros até terra.
Segundo Manuel da Luz, a intervenção no Porto de Portimão “é uma obra com a duração de quatro meses” que, a iniciar agora, “estará concluída no final deste ano”.
Com o Porto pronto a receber grandes navios Portimão poderá fazer parte do plano de escalas de cruzeiros da rota do Atlântico que vão em direcção ao Mar Mediterrâneo.
Em termos locais o aumento de turistas vindos de cruzeiros pode “dinamizar o comércio e as infra-estruturas culturais”, refere Manuel da Luz.
O autarca ressalva que este tipo de turismo é composto por “pessoas de passagem” que estão alojadas nos navios e fazem uma visita à cidade mas, acrescenta, “ao serem bem recebidas, mesmo que só de passagem, as pessoas vão ter vontade de voltar, ficar uns dias, trazer a família, o que constitui uma mais valia para o turismo”.
Os trabalhos no Porto de Portimão representam um investimento de 1.692.783,95 euros e são considerados fundamentais para garantir as condições de segurança necessárias ao acesso e operação de navios com nove metros de calado e até 200 metros de comprimento.
A obra prevê ainda a recuperação estrutural da ponte-cais de Portimão, com a adaptação da mesma para acostagem de navios de cruzeiro até 1.500 toneladas.
fonte: Observatorio do Algarve
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