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Portugal luta pela preferência dos britânicos
Em declarações à agência Lusa, a directora-geral da ILM THR em Portugal (consultora na área do turismo), Lucilia Cruz Pinto, defendeu que várias regiões de Portugal reúnem condições para ser um mercado importante para turismo residencial, como já acontece no Algarve, principalmente na região de Vilamoura. Mas, "a concorrência de outros países é forte e Portugal tem uma grande dependência do Reino Unido e da Irlanda"
os quais juntamente com o mercado interno representam 88,5 por cento dos propritários de segunda residência no Algarve, como demonstrou um estudo desenvolvido em 2007 pela ILM THR em parceria com a consultora internacional Mintel.

 

Por isso, a especialista alerta para a desvantagem desta forte dependência e aponta a necessidade de "tentar ir ao encontro dos gostos de outros mercados, como Espanha e Alemanha, assim como os países do norte da Europa".

 

"A força de Portugal é vender-se como um destino residencial de eleição", com a promoção a centrar-se nas vantagens do país, como o facto de, apesar de ter pequena dimensão, conseguir reunir um conjunto diversificado de atractivos, ter vários resorts de várias dimensões, e serviços de qualidade.

 

A imagem que já é percebida no exterior relativamente à oferta caracteriza-se por uma baixa densidade de construção, preocupação com o ambiente e qualidade, além de existir a percepção de que os resorts estão integrados numa região e disponibilizam várias facilidades em termos de serviços, como o golfe.

 

A integração do resort numa determinada região é relevante pois o novo cliente para turismo residencial não quer limitar-se a ficar no empreendimento, mas sim ter possibilidade de conhecer a zona, a cultura e usufruir de oferta de novas experiências também no lazer.

 

Segundo a responsável, o destino Algarve está consolidado para o turismo residencial, um produto que faz parte dos "apontados como aposta" no Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT), definido pelo governo.

 

Mas, Lucília Pinto refere que o Oeste, com a Grande Lisboa, e outras zonas do Algarve, como Tavira, são regiões menos conhecidas, mas com potencial de desenvolvimento futuro.

 

Para o futuro, o estudo detectou que o potencial proprietário de uma segunda casa apresenta algumas alterações como ter menos de 54 anos, poder auferir de um rendimento mais baixo, entre 22,6 mil euros e 73 mil euros, mas tem um orçamento disponível mais elevado, entre 115 mil e 515 mil euros para a aquisição, tem intenção de arrendar a sua propriedade para rentabilizar o seu investimento e não denota uma preferência forte pelo ambiente de resort.

 

Além de actividades de descanso, como ler ou frequentar a praia, os novos proprietários de residência de férias em Portugal querem alternativas mais activas, como passear a pé ou praticar desporto.

 

Em 2007 a ILM THR implementou um projecto autónomo de recolha e análise de informação sobre a procura de imobiliário turítico em Portugal a que deu o nome ILM THR Residential Tourism Monitor.

Desenvolvido em parceria com a consultora internacional Mintel, o projecto teve como foco de estudo, numa primeira fase a procura do produto na região do "Western Algarve" (Barlavento algarvio), estando prevista para o primeiro semestre de 2008 a extensão da análise à Região do "Eastern Algarve" (Sotavento algarvio) e no futuro a outras regiões de desenvolvimento estratégico do produto a nível Nacional.

 

Entre 04 de Junho a 06 de Julho, foram inquiridos 1.973 turistas em zonas de maior afluência de turistas no Barlavento algarvio (Sagres, Vila do Bispo, Praia da Luz, Lagos, Praia da Rocha, Alvor, Portimão e Carvoeiro) e no aeroporto de Faro, com o objectivo de identificar proprietários e potenciais proprietários de imobiliário turístico.

Dos inquiridos, o ILM/THR Residential Tourism Monitor identificou 400 proprietários de imobiliário turístico no Algarve, correspondente a 20,26 por cento do total, 51,5 por cento provenientes do Reino Unido, 23 por cento do mercado interno e 14 por cento da Irlanda.

No Reino Unido, do total de britânicos que têm segunda residência fora do país, número estimado em 211 mil, um terço escolheu a Espanha, preferência que justificam com o clima ou com a boa rede de ligações aéreas low-cost (voos baixo custo).

fonte: observatorio do algarve 

 
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