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Projecto Âncoras do Guadiana
Está em marcha o projecto "Âncoras do Guadiana". O objectivo é conseguir fundos para desenvolver a margem portuguesa do 'grande rio do sul'. A fase de triagem de projectos cujas candidaturas a fundos comunitários têm condições de ser aprovadas já está terminada no âmbito da estratégia para o território PROVERE (Programa de Valorização Económica e de Recursos Endógenos) “Âncoras do Guadiana”, que entra agora na terceira etapa do processo: candidatar os projectos aos respectivos financiamentos, anunciou na quinta-feira a...
Rio Guadiana
Odiana – Associação para o desenvolvimento do Baixo Guadiana, entidade promotora e coordenadora da iniciativa.

Em linhas gerais, o “Âncoras do Guadiana” é um projecto global para o desenvolvimento do território onde estão reunidos outros projectos, que no seu conjunto têm as características necessárias para gerar riqueza e emprego, neste caso, na região do Baixo Guadiana.

O “Âncoras do Guadiana”, resulta de um processo de candidatura ao Programa Operacional do Algarve, no âmbito das Estratégias de Eficiência Colectiva, e foi elaborado por Augusto Mateus, da firma Augusto Mateus & Associados e antigo ministro da Economia de António Guterres.

Recorde-se que, em Março deste ano, Augusto Mateus já havia adiantado as linhas mestras deste projecto.

Na quinta-feira, decorreu na Biblioteca de Castro Marim a apresentação da terceira fase da iniciativa, que abrange os territórios de Alcoutim, Castro Marim, Vila Real de Santo António e Mértola, na totalidade, e as freguesias de Santo Estêvão, Conceição e Santa Maria, em Tavira.

Este PROVERE assenta em dois focos temáticos: “Navegabilidade do Rio Guadiana” e “Valorização e qualificação dos espaços naturais protegidos e classificados”.

Os projectos resultantes desta parceria público-privada dividem-se em diferentes tipologias, como a navegabilidade do Rio Guadiana, ponto considerando fundamental para o sucesso da iniciativa; valorização do sal; projectos estruturantes transversais a todo o território; alojamento e apoio à actividade turística; valorização de actividades produtivas e produtos; e infra-estruturas e intervenções complementares.

“Tentou juntar-se um conjunto de projectos e depois procurar a fonte de financiamento, que não tem de ser obrigatoriamente só do Programa Operacional do Algarve”, explicou aos jornalistas Sérgio Inácio, director executivo da Odiana.

Assim, cada projecto irá agora candidatar-se a fundos que poderão ser do PO Algarve21, PO Alentejo, PRODER, PO Valorização do Território ou PO Potencial Humano (cujas verbas disponíveis são 18,4 M€; 21,1M€; 8,8 M€; 12 M€; e 0,1M€, respectivamente), consoante as características de cada um.

Para Sérgio Inácio as perspectivas de aprovação “são boas”, uma vez que os projectos estão integrados numa estratégia colectiva. De salientar que já houve uma triagem e as propostas actuais “reúnem as condições ideais para nos próximos anos poderem vir a obter o seu financiamento”, conclui aquele responsável.

No Algarve, além do "Âncoras do Guadiana" foi aprovado também "Algarve Sustentável: Desenvolvimento Sustentável das Áreas de Baixa Densidade do Algarve", uma candidatura conjunta das Associações Almargem e In Loco, onde se inclui a Via Algarviana.
 
 
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