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A peça, com a participação da actriz Maria João Luís, centra-se na personagem de Maria que, à procura do filho desaparecido, acaba por sucumbir. Trata-se de uma ex-prostituta, mergulhada na miséria, sozinha, resignada e cheia de ódio contra a sociedade. O texto é uma longa afabulação não narrativa, onde a partir da imagem marginalizada, mas vibrante, das figuras de fé e do mito, e da linguagem de rua dos imigrantes, que mistura os dialectos com efeitos de verdades e comicidades irresistíveis, sobressai a heresia, própria da vida, de uma dor que não serve nem salva, e da história que, impiedosamente, repete o seu ciclo sem evoluir.
“Stabat Mater” é a primeira peça de uma tetralogia de António Tarantino, do qual fazem também parte “Paixão Segundo João”, “Vésperas da Virgem Santíssima” e “Brilharetes”, que lhe valeu o mais alto e prestigioso reconhecimento dramatúrgico para a escrita teatral italiana – Prémio Riccione. Esta peça tem tradução de Tereza Bento, cenografia e figurinos de Rita Lopes Alves, luz de Pedro Domingos, e a encenação está a cargo de Jorge Silva Melo. Maria João Luís, actriz conhecida pelo seu trabalho na televisão e cinema, é uma das intérpretes da peça e a participação já lhe valeu o Prémio da Crítica (2006), atribuído pela Associação Portuguesa de Críticos. “Stabat Mater” sobe ao palco do Convento de Santo António, em Loulé, no dia 3 de Novembro, às 21h30. fonte: Observatório do Algarve |