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Terra Estreita à vista mas sem barco

A empresa “A vida é bela” transformou a Terra Estreita numa Experience Beach, uma mais valia a que apenas algumas pessoas têm acesso, dada a deficiência de transportes para aquela zona. Os clientes dos Hotéis Vila Galé têm transporte garantido mas para os outros banhistas apenas existem duas alternativas: ou os aquatáxis que partem de Santa Luzia ou barco próprio.

“Nós estamos há três anos para ter uma carreira de barcos aqui para a ilha e não existe ainda essa carreira”, critica António Quina, da empresa “A vida é bela”.

“Existe uma coisa que é o IPTM e o IPTM não desbloqueia as situações e depois existe uma série de outras entidades que, não dando as mãos e estando a trabalhar de costas voltadas, não permitem realmente que uma oferta turística única no país seja aproveitada e potenciada”, sublinha.

“Nós não temos um interlocutor único, nós temos cinco interlocutores. Basta que um deles por alguma razão bloqueie a situação para não conseguirmos”, refere e exemplifica com o caso dos barcos.

António Quina considera que “até este momento o IPTM foi inconsequente na realização do concurso” e afirma ter “vergonha daquilo que acontece”, pois, observa, “a média de espera de um aquataxi são 45 minutos”.

“Nós pedimos autorização, a certa altura, ao IPTM para termos acesso aos pontões para transportar as pessoas para a praia. Essa autorização foi-nos negada. Uma coisa ridícula! Nós somos os concessionários da praia, somos as pessoas que mais têm investido aqui na zona. Quais são os critérios? É a questão que eu coloco”.

Massagens são “risco para a saúde pública”

Outra das questões que António Quina classifica de “ridícula” é o facto de existir uma proibição sobre a realização de massagens na praia.

“Este ano, o que nós estamos aqui a fazer é ilegal. Não podemos fazer massagens na praia porque, por alguma razão, o Ministério da Defesa chegou à conclusão que podia por em perigo a saúde pública fazermos massagens na praia. É ridículo! É um atentado ao turismo em Portugal”, critica.

“Fazer massagens na praia não põe em causa a saúde pública, antes pelo contrário é uma forma de promover a saúde pública e de acessibilizar a saúde, o lazer e o relaxamento à população”, defende.

Para António Quina a não articulação das várias entidades “põe em causa um investimento numa determinada zona do Algarve”, conclui.

fonte: http://www.algarveobserver.com  

 
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