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O mercado municipal de Faro é inaugurado quinta-feira após cinco anos em obras, abertura assinalada ao som dos tambores de um grupo de animação que vai percorrer a cidade para atrair os habitantes a visitar o novo espaço.
A "festa" de abertura do novo mercado, obra que custou cerca de 23 milhões de euros e cuja construção sofreu muitos avanços e recuos e passou por dois executivos municipais, vai durar três dias, informou a câmara local. Na sexta-feira, a autarquia vai distribuir uma tonelada e meia de laranja algarvia pelos alunos do Ensino Básico do concelho e no sábado vários grupos de música e dança tradicional vão percorrer a cidade e actuar no mercado. Ao todo, o novo mercado, erguido no local do antigo, vai acolher cerca de 80 bancas de venda de produtos, três restaurantes, quatro pastelarias e um centro de cópias, ficando os restantes espaços disponíveis ainda por comercializar. O espaço é composto por quatro pisos, dois dos quais em cave, prevendo-se que no primeiro piso haja um ginásio, um "cyber" centro e uma Loja do Cidadão, que já tem uma verba inscrita nos investimentos do Estado. Segundo a autarquia, a obra custou cerca de 23 milhões de euros, mais quatro milhões do que o inicialmente previsto, devido aos sucessivos atrasos na obra, que está concluída pelo menos desde Novembro. A 18 de Dezembro a Câmara decidiu abrir provisoriamente o mercado para que os munícipes pudessem visitar o novo espaço, mas voltou a fechar portas, para que os comerciantes se instalassem. Para fazer face às dificuldades financeiras, a autarquia decidiu converter o empréstimo de curto prazo em médio/longo prazo, prorrogando a concessão do espaço até 2026 (ia até 2020). A manutenção das rendas actuais dos espaços comerciais, por metro quadrado e nos primeiros anos, e o suprimento das taxas de acesso dos operadores foram outras medidas de alteração ao modelo de financiamento colocadas em prática pela autarquia. A zona circundante ao mercado também foi alvo de arranjos, tendo a Câmara procedido ao ordenamento do estacionamento e ao embelezamento da área com árvores, o que custou cerca de 120 mil euros. fonte: observatório do algarve |