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Foi com lágrimas nos olhos que Steve Webster cumprimentou o público depois do ‘put’ vitorioso que lhe permitiu fechar o 72º e derradeiro buraco com 8 um fantástico agregado de 263 pancadas, 25 abaixo do Par. E foi com lágrimas nos olhos que Terry, o seu pai, ouviu o filho contar aos jornalistas, na sala de conferências de Imprensa: “Sabia que a minha mãe (Valerie) estava a ver-me”.
Steve Webster sentiu-se abençoado pela mãe, falecida há cinco meses, e contou com o emocionado apoio do pai para se sagrar o primeiro campeão do Portugal Masters, a competição do European Tour, promovida pelo Turismo de Portugal em cooperação com a organização de António Carmona Santos, que hoje encerrou no Oceânico Victoria, em Vilamoura. Recebeu o prémio das mãos do Ministro da Economia, Manuel Pinho: “O balanço deste Portugal Masters é extremamente positivo e tudo contribuiu para que fosse um grande sucesso. Para consolidarmos este evento necessitamos de patrocínios privados e estão criadas as condições para esse objectivo depois do balanço positivo desta semana”, disse. “O golfe é para Portugal como a neve para a Suíça”, acrescentou”. Webster arrebatou o prémio de meio milhão de euros destinado ao vencedor e ascendeu da 72ª à 26ª posição na Ordem de Mérito Europeia, garantindo a qualificação para o Volvo Masters. “O Oceânico Victoria passou a ser o meu campo preferido”, disse o único inglês bem sucedido neste fim-de-semana fatídico para o desporto de Inglaterra, após as derrotas na final do Campeonato do Mundo de Râguebi e no Campeonato do Mundo de Pilotos de Fórmula Um. Quem também tentava garantir já o apuramento para o Volvo Masters era Filipe Lima, mas para isso necessitaria de ficar entre os três primeiros classificados. O português acabou por tombar da 9ª para a 21ª posição (-13), após ter efectuado a sua única volta acima do Par (+1). O profissional do Turismo de Portugal, da FPG e do Ribagolfe embolsou ainda assim 30.750 euros, subiu do 86º ao 83º lugar na Ordem de Mérito Europeia e precisa agora de um grande resultado no Mallorca Masters da próxima semana para poder integrar o ‘top-60’, com acesso ao Volvo Masters. “As coisas correram menos bem. Os putt’s não entraram. Enganei-me muito na escolha dos tacos. Cometi dois erros graves com a minha madeira-5: um no 5 outro no 17. O primeiro desses shots, no 5, foi para fora dos limites e o segundo, no 17, foi para a água. Fora isso estou a jogar bem.”, afirmou Filipe Lima, muito satisfeito com a organização do torneio. O outro jogador português a passar o ‘cut’, Tiago Cruz, ficou no 69º lugar (-2), entre os 73 jogadores que passaram o ‘cut’. Fica-lhe o consolo de, com o prémio de 7.500 euros ter reforçado a sua 2ª posição no Ranking da PGA de Portugal e de “não ter sido o último”, vendo atrás de si jogadores famosos como Miguel Angel Jimenez e Raphael Jacquelin, antigos vencedores dos Opens de Portugal e de Madrid, respectivamente. O torneio teve uma afluência de 24.188 espectadores em quatro dias, excluindo convites e credenciais, batendo mesmo o recorde de presenças num só dia, num torneio de golfe, com 6.740 espectadores no dia de fecho. Isto a somar aos 320 milhões de lares em todo o Mundo, que assistiram ao evento através das televisões. A cerimónia de entrega de prémios do 1º Portugal Masters teve como mestres de cerimónia o português Christopher Stilwell e o inglês Peter Adams, tendo estado presentes o Ministro da Economia e Inovação (Manuel Pinho), o vice-presidente do Turismo de Portugal (Frederico Costa), o presidente da Região de Turismo do Algarve (António Pina), o presidente da Câmara Municipal de Loulé (Seruca Emídio), o presidente da Federação Portuguesa de Golfe (Manuel Agrellos), o presidente da PGA de Portugal (David Silva), um dos dois proprietários do Grupo Oceânico (Gerry Fagan) e o director de torneio do European Tour (José Maria Zamora). |