 Desde monumentos megalíticos a conventos, há muitos imóveis históricos à espera da resposta final da tutela. Autarquias estão expectantes. A Diretora Regional de Cultura do Algarve quer, até ao final do ano, fechar os processos de classificação de 17 imóveis, pondo assim um ponto final aos impasses de vários anos.De acordo com Dália Paulo, todos os imóveis regionais que constam desta lista prioritária já estão homologados como sendo de «interesse público» ou «nacional», estando agora os processos dependentes de um parecer final do Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico (Igespar) e respetiva publicação em Diário da República.
À cabeça desta lista, a que o «barlavento» teve acesso, está o Forte de São Sebastião, em Castro Marim, que será decretado como Monumento Nacional, o grau mais elevado de classificação. Ouvido pelo «barlavento», o autarca castromarinense José Estevens considera a notícia positiva, embora lamente a demora do processo. Renovado pelo município e alvo de um projeto de iluminação, o forte, datado de 1641, poderá vir a receber funções culturais e de lazer. Uns quilómetros mais acima, em Alcoutim, são os dossiês da Ermida da Nossa Senhora da Conceição e da Vila Romana do Montinho das Laranjeiras que aguardam publicação. Depois de a autarquia ter investido mais de 150 mil euros na sua recuperação, ambos os monumentos são visitáveis. «A própria igreja já funcionou como museu de arte sacra», explicou ao «barlavento» o presidente da Câmara Francisco Amaral. Do outro lado do Algarve, também Vila do Bispo vê reconhecidos os menires de Milrei e Padrão, bem como o Conjunto de Menires de Vila do Bispo (Pedra Escorregadia, Casa do Francês, Amantes I, Amantes II e Cerro do Camacho). De acordo com o autarca de Vila do Bispo Adelino Soares, «sai reforçado o valor megalítico do concelho», numa altura em que «continuam a ser inventariados» outros conjuntos de menires pelos serviços do município e pela Direção Regional de Cultura. No futuro, e desde que sejam criados acessos, não está excluída a criação de um roteiro megalítico, avançou o edil. Neste momento, existem pequenos itinerários. Voltando a Sotavento, é Vila Real de Santo António que verá reconhecido, até ao final do ano, o núcleo de construções pombalinas. Apesar da autenticação do Igespar, o autarca vilarrealense Luís Gomes não se mostrou surpreendido, referindo que o Plano de Pormenor de Salvaguarda do Núcleo Pombalino, publicado em 2008, já previa o reconhecimento público. Também a capital do Algarve somará três edifícios à lista de proteção, tal como Olhão (ver infografia). Para o lote entram ainda os conventos da Senhora da Graça (Tavira) e de Santo António (Loulé), bem como o antigo Mercado de Escravos de Lagos e o sítio arqueológico do Serro do Cavaco (Tavira). «Não posso dizer que estes 17 processos configurem a essência do património algarvio, mas contemplam diversidade histórica e territorial e são uma marca de identidade e qualidade turística», concluiu Dália Paulo. fonte: http://www.barlavento.pt |