 A Associação de Valorização do Património Cultural e Ambiental de Olhão (Apos) acredita que «não é apenas por se construir um hotel de 5 estrelas que se atrai turismo a Olhão» e lançou guia da cidade sem apoios de entidades públicas. É apelativo ao olhar e traz toda a informação que quem não conhece Olhão precisa de saber para não se perder e chegar aos pontos de interesse desta cidade. A Associação de Valorização do Património Cultural e Ambiental de Olhão (Apos) lançou um guia turístico desta localidade, fruto de muito trabalho voluntário e com muito poucos apoios, nenhum de entidades oficiais.
Neste pequeno guia, concentra-se uma resenha dos locais de interesse, a história de Olhão, sem esquecer as lendas, um mapa da cidade e uma sugestão de percurso pedonal que passa nos principais ex-libris de Olhão. Tudo com um grafismo limpo, que convida à consulta, com imagens bem representativas do que é a beleza de Olhão. No fundo, o guia da Apos tem aquilo que se pede a um documento desta natureza. «Este trabalho parece-nos fundamental e é até extraordinário que nunca se tivesse feito um esforço sério no sentido de criar um guia desta natureza para Olhão», frisou o presidente da associação António Brito, na sessão de apresentação do documento. A Apos não esconde o seu desapontamento pela falta de interesse que a sua iniciativa colheu junto das entidades oficiais. Na apresentação do livro, estiveram representantes da Entidade Regional de Turismo do Algarve e da Direção Regional de Cultura, mas a Câmara não se fez representar oficialmente. Para António Brito, «não é apenas por se construir um hotel de 5 estrelas que se atrai turismo a Olhão». «As pessoas querem ver coisas que não encontram noutros locais. Olhão tem dessas coisas, há é que divulgá-las. Património e cultura são bens que podem ser rentabilizados e dar dinheiro», defendeu. «Se não somos mais ricos não é por termos azar, é porque nos falta a visão estratégica daquilo que nos pode dar dinheiro», sentenciou António Brito. A falta de aposta na divulgação das riquezas patrimoniais e culturais de Olhão são um bom exemplo disso, acredita, até porque, no passado, este trabalho foi feito, ainda que em moldes um pouco diferentes e com outros objetivos. Na altura em que Olhão era ainda um centro industrial próspero e de grande importância, foi feito um roteiro da cidade, no qual os elementos da Apos se inspiraram. «Curiosamente, a única edição que encontrámos do roteiro, que data de 1946, é propriedade da Biblioteca de São Brás de Alportel. Não há nenhum em Olhão. O roteiro tinha muita publicidade, muita de empresas nacionais e até de negócios de Lisboa, e já na altura era traduzido em francês e inglês», explicou. Também o recentemente lançado guia é traduzido, mas apenas em inglês. Já no que toca a publicidade, veio apenas de empresas locais. Tudo fruto do trabalho de «13 ou 14 pessoas, que trabalharam sem receber nada». Antes pelo contrário, já que os apoios não chegaram para a impressão do guia e foi necessário os sócios da Apos entrarem com alguma verba. «Daí que estejamos a cobrar dois euros pelo guia nas papelarias», justificou. O vice-presidente da ERTA António Pires de Almeida confessou estar a ter o primeiro contacto com o guia, mas considerou que «será sempre um documento útil e importante». Confessando que, a título pessoal, gosta «de percorrer as ruelas de Olhão», o representante do Turismo do Algarve considerou que Olhão já merecia este guia. «Esta cidade podia ser valorizada como algo verdadeiramente diferenciado», em relação à demais oferta turística da região. fonte: http://www.destakes.com |