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Flesk criou em Faro o maior Data Center do Algarve
Datacenter, AlgarvePara que possamos surfar na Internet, há que ter estruturas físicas que alojem os sites que visitamos. A empresa algarvia Flesk é um dos guardiões dessa informação e investiu forte na melhoria do seu serviço. O negócio da Flesk é todo feito no ciberespaço, mas, para que isso seja possível, há que ter uma boa dose de servidores e de técnicos no mundo físico. A empresa sedeada em Faro, especializada em domínios e alojamento de sites na Internet, vai abrir um novo Data Center (Centro de Dados) antes do final do ano, uma estrutura construída de raiz e que conta com alguma da mais moderna tecnologia existente no mercado.

Com este investimento, que ultrapassa o milhão de euros e já só depende de pormenores para ser inaugurado, a empresa algarvia coloca-se na vanguarda do seu setor a nível nacional.

«A ideia foi construir uma infraestrutura que não existia ao nível da região e que, no país, talvez só exista em Lisboa e no Porto. Queríamos criar algo de novo no Algarve ao nível das telecomunicações e centros de dados», explicou ao «barlavento» Bruno Carlos, o fundador e administrador.

«Este projeto assenta em três pilares: a modularidade, a eficiência e a redundância», disse. Estas três características do novo centro de dados da Flesk são interdependentes e possíveis devido à opção de construir todo o sistema de raiz. Num armazém do parque empresarial do Areal Gordo, em Faro, foram criadas as condições ideais para acolher os computadores e demais material informático e eletrónico necessário, mas também os funcionários da Flesk.

«Modularidade porque o novo Data Center foi todo construído com equipamento que permite ir evoluindo ao sabor das necessidades. Não construímos uma solução monolítica, mas sim uma em que só utilizamos a energia que necessitamos. Se um dia precisarmos de mais, vamos acrescentando módulos», explicou Bruno Carlos.

Isto aplica-se não só às UPS (Unidade de Alimentação Ininterrupta de energia elétrica), como também aos servidores, aos bastidores, ao ar condicionado e a todos os outros componentes, acrescentou.

«A eficiência é quase resultado da modularidade, pois a nível elétrico é tudo muito mais eficiente se estivermos devidamente dimensionados para as nossas necessidades e não sobredimensionados», disse.

Também a modernização tecnológica permitiu melhorar a eficiência, sendo um bom exemplo o sistema primário de refrigeração, que é pensado de forma «a refrigerar as máquinas e não a sala», como acontece em muitos centros de dados, o que lhe permite poupar energia.

E falar nesta nova estrutura da Flesk obriga a ter sempre presente o conceito de primário e alternativo, já que tudo é feito em redundância.

«Todos os sistemas são feitos a duplicar. Por exemplo, temos uma UPS primária, mas, caso aconteça alguma coisa com essa, que por ser modular já trabalha em redundância só por si, temos uma de backup para garantir que nada falha», adiantou.

O conceito aplica-se a todos os componentes e até as linhas dedicadas de fibra ótica tem alternativa. O sistema principal de fornecimento de Internet de Banda Larga ao Data Center parte de Faro e «tem diversas linhas de fibra ótica».

«Mas temos outra linha alternativa que vem de Olhão, que assegurará o serviço caso Faro falhe por completo», revelou Bruno Carlos.

O sistema duplicado torna praticamente impossível que haja falha no serviço prestado pela Flesk. «Isto traduz-se na fiabilidade do sistema. Podemos dar garantias de 99,9 por cento que o serviço não falha», ilustrou.

E se não bastasse criar o mais moderno Centro de Dados da região, para impressionar qualquer leigo com a tecnologia ali existente, a empresa algarvia apostou em avançados sistemas de segurança, para salvaguardar a integridade das suas instalações.

Para além dos sistemas de alarme, a sala que acolhe os servidores é protegida por vidros extremamente resistentes e conta com um «leitor biométrico, que lê as impressões digitais». Um cenário quase de filme, bem perto de nós em Faro.

fonte: http://www.barlavento.pt

 
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