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Segundo hotel português da cadeia Hilton abre em 2012
Hilton CascatasA vila de Alvor, em Portimão, foi o local escolhido pela cadeia internacional Hilton para abrir a sua segunda unidade hoteleira em Portugal, anunciou quinta-feira o presidente do Grupo HN, parceiro português da Hilton International no projecto. Segundo Rakesh Kanabar, a construção do novo hotel – com 175 quartos, auditório, salas de conferências, SPA, ginásio, “kids club” e uma praça de eventos com dois mil metros quadrados – tem início nos primeiros meses do próximo ano, estando a inauguração prevista para 2012.
“Fechámos o contrato com a cadeia a 2 de Junho, em Paris, depois de ano e meio de negociações”, observou o presidente do grupo nortenho, fazendo notar que, “com a nova unidade, fica consolidada a oferta da Hilton, no Algarve”.

Depois da inauguração do Hilton “As Cascatas”, em Vilamoura, em parceria com o Grupo Imocom, a cadeia preferiu voltar a investir no Algarve, antes de se estender ao resto do país.

Será assim a segunda unidade da cadeia norte-americana na região, mas acima de tudo o regresso de novos investimentos em hotelaria de luxo ao concelho que viu nascer o primeiro cinco estrelas da região. Foi o Hotel da Penina, em 1966, ao qual se seguiu um ano depois o Hotel Algarve, na Praia da Rocha, e o Hotel Alvor, em 1968.

Quarenta e um anos depois, é a Hilton a reforçar a oferta de cinco estrelas, tendo como alvo, refere o empresário, “não só o turismo familiar, como o empresarial, onde a cadeia domina há muitos anos”.

“Nós queríamos a força da marca Hilton e aquilo que vai nascer será um top Hilton, de super luxo, no qual optámos por fazer quartos, não de 28, mas de 32 metros quadrados”, explicou ainda Rakesh Kanabar.

A unidade vai nascer no seio de um “resort lifestyle” com 22,5 hectares, junto à praia, e uma área residencial com 197 moradias e “townhouses”, desenhada pelos gabinetes de arquitectura WATG e Broadway Malyan.

Ao todo, o Grupo HN irá investir 150 milhões de euros no projecto, dos quais 50 milhões estarão afectos somente à construção do hotel. Tamanho investimento em plena crise financeira mundial, “só foi possível porque está a ser planeado há já dois anos”, disse ainda.

Trata-se da primeira aventura do grupo imobiliário fora do distrito em que está sedeado (Porto) e a sua estreia na imobiliária turística mas, ainda assim, não foge à regra do modelo financeiro da HN: “é financiado pela banca”, refere o empresário.

Admite que, “se fosse hoje, não iria comprar mais um terreno de 50 milhões de euros”, mas acredita que dentro de três ou quatro anos, já terá sido retomada a confiança dos mercados financeiros e mercados, como o britânico e o irlandês, “estarão preparados para começar a investir e a comprar aqui no Algarve”. O seu objectivo é, assim, “ter o produto pronto no momento certo”.
 
 
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